Identited

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A arte de se descobrir

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Eu ateei fogo na chuva


Eu deixei cair o meu coração, e quando ele caiu você se levantou para reivindicá-lo. Estava escuro e eu esta acabado. Minhas mãos eram fortes mais meus joelhos estavam fracos demais para estar em seus braços sem cair aos seus pés.
Há uma chama acendendo no meu coração, chegando num ponto de febre, está me tirando da escuridão. Finalmente eu posso vê-lo claro como um cristal, mas há um lado de você que eu nunca conheci, tudo o que você diria nunca seria verdade, e os jogos que você joga você sempre ganharia, sempre ganharia.
Eu ateei fogo na chuva, vi a chuva cair enquanto eu tocava seu rosto, o fogo queimava enquanto eu chorava. Eu tinha esperanças de que você viria meu rosto e que você se lembraria de que pra mim não acabou. Você saberia que o tempo voa, saberia que ontem foi o momento de nossas vidas e saberia que nascemos e fomos criados numa neblina de verão unidos pela surpresa de nossos dias de glória. Você teve o meu coração na palma de sua mão e você brincou com ele de acordo com a batida.
A minha alma foi jogada na primeira porta aberta encontrada, contei as minhas bençãos para tentar encontrar o que procurava, transformei minha tristeza em ouro precioso na esperança de que você pega-se de volta a bondade e colhe-se aquilo que semeou. Eu ateei fogo na chuva, vi a chuva cair enquanto tocava em seu rosto, o fogo queimava enquanto eu chorava, porque queimando nas chamas eu ouvir gritar o nosso amor. Eu ateei fogo na chuva e nos joguei nas chamas, eu senti algo morrer porquê de certa forma eu sabia que era a última vez. Eu ateei fogo na chuva.

Adriano Sanchez

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Comparando


Eu provavelmente não devia dizer isso, mas as vezes eu fico super assustado, quando eu penso sobre o nosso último relacionamento que tivemos. Foi incrível, mas nos perdemos e não é possível que tudo continue como está. Estamos tão perto e tão distante ao mesmo tempo, eu fecho os olhos e me afasto mais permanecendo firme, fico forte me perguntando se algum dia ainda pertencemos. Só que... Você é tão criança! E sei que nada vai mudar até você saber o que sinto sobre você.
Você é fútil, seus jogos, sua insegurança, você me ama mais gosta dele ao mesmo tempo. Você me faz rir e me faz chorar e realmente não sei que lado comprar. Seus amigos são uns idiotas e quando você age como eles não sabe como machuca, eu preciso estar com alguém que conheço. Mais no fundo a coisa que eu mais odeio em você é que você me faz te amar.
Eu sonhei um sonho num tempo que se foi, quando havia esperanças e valia a pena viver, eu sonhei que o amor nunca acabaria e sonhei que Deus me perdoaria. Eu era jovem e destemido mais você veio a mim e despedaçou as minhas esperanças em pedaços transformando meus sonhos em vergonha. E ainda sim eu sonhei que um dia você voltaria e nós viveríamos os anos juntos. Mas há sonhos que não podem acontecer como há tempestades que não podemos prever.
É constrangedor e silencioso enquanto eu espero você dizer, o que eu preciso ouvir agora, as suas sinceras desculpas. Mas vamos ser claros, agora estamos parados na chuva e nada voltara a ser como era antes. Porquê você é fútil, seus jogos, sua insegurança, você me ama mais gosta dele ao mesmo tempo. Você me faz rir e me faz chorar e realmente não sei que lado comprar. Seus amigos são uns idiotas e quando você age como eles não sabe como machuca, eu preciso estar com alguém que conheço. Mais no fundo a coisa que eu mais odeio em você é que você me faz te amar.
Pesando os bons e os ruins e comparando um a um eu devo dizer as coisas que eu amo em você e que demorariam tanto para serem escritas. Eu provavelmente devo mencionar o seu cabelo, seus olhos e sua calça jeans velha, e que quando nos beijamos fico hipnotizado, você me faz rir e me faz chorar mais acho que vou ter que comprar ambos. Sua mão na minha, quando ficamos juntos tudo fica bem, eu preciso estar com quem eu conheço. Mais acima de tudo, o que eu mais amo em você é que você me faz te amar.

Adriano Sanchez

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Noite de sono


Ele: Alô.

Ela: Eu sinto sua falta.

Ele: (respira fundo)

Ela: Tudo bem, não precisa dizer nada. Eu sei que são uma e meia da manhã e sua voz de sono entrega completamente seu humor, eu sei que você se irrita quando te acordam e que durante a noite você sente sede,
então provavelmente terá um copo d’água na escrivaninha que fica ao lado da sua cama.
Sei que você não consegue dormir quando está pensando muito em alguma coisa, o que talvez, não seja o caso, porque eu te acordei, certo?
Ah, e eu sei também que seu travesseiro tem o cheiro do seu perfume, e também lembra um pouco lavanda,
que é do seu sabonete, mas que às vezes você tem umas recaídas e faz com que ele fique com cheiro de cigarro e vodka
e que eu sempre era obrigada a trocar o lençol da sua cama quando ia para sua casa nos fins de semana. Você amava implicar com minha voz,
lembra? Por mais que a amasse, você só queria me deixar irritada e me abraçar sempre que eu vestia sua camisa cinza ou branca.
E você odiava quando eu escolhia a cor de que camisa sua usar, porque você queria me vestir com a que tinha o seu cheiro, o seu perfume.
Eu sei que agora é tarde, que você tem sono, eu sei que talvez queira desligar e que a sua nova namorada pode estar deitada do seu lado e você nem esteja prestando atenção no que eu estou falando e sorria para ela agora,
como sorria pra mim, depois passe a mão no rosto dela e afaste o cabelo dos lábios dela. E fique olhando-a enquanto ela fecha os olhos e sente o macio da sua pele e vice-versa.
Sei que tudo está errado, que eu não deveria ligar e que seu número nem deveria mais estar na minha agenda. Mas é que eu levantei,
fui até a janela e me lembrei de você… e por mais que eu vá me dormir agora e fique revirando na cama, me lamentando por ter te ligado e por ter falado tudo o que eu falei,
eu tenho um peso a menos por ter deixado tantas lágrimas caírem enquanto ouço o seu silêncio e não o silêncio do meu quarto vazio guardando tanta saudade sua.
Aliás, sua camisa ainda está aqui e tem seu cheiro, se não se importa, acho que vou usá-la, talvez isso me faça dormir mais rápido.
E se não se importa também, eu quero sonhar com você e… me desculpa por ter ligado.
É só que no momento em que eu disse “eu sinto sua falta”, eu tive a esperança que você dissesse ao menos um “eu também”.

(Ele respira fundo mais uma vez chorando, e ela desliga o telefone).

Ele: Eu também sinto sua falta…

sábado, 30 de julho de 2011

A escalada


Filhos. Todos têm. E isso não significa que pra você ser pai ou ser mãe você precisa necessariamente ter uma criança, existem pessoas que são pais de cachorros, homens que consideram o seu carro como seu filho e mulheres que tem filhas feitas de pedras e metais preciosos sendo carregados no pulso, dos dedos, no pescoço, nas orelhas. Eu, um garoto de 16 anos, já sou pai, o meu blog no momento por exemplo é meu filho, e isso não significa que tenho menos responsabilidade que os outros pais com filhos feitos de carne e osso.
Tenho que diariamente alimentar o meu filho com postagens diárias para que ele cresça com conteúdo. Essa alimentação não pode ser exagerada se não pode perder a qualidade e fazer o Identited sair do rumo e perder o controle, mas também não pode faltar nutrientes se não ele não conseguirá amigos que serão importante para o seu desenvolvimento futuro.
Se engana quem pensa que é fácil criar esse filho, mais também não é impossível. É como se o Identited fosse uma montanha que pretendo chegar ao topo, cravar a minha bandeira e descer para o outro passando por cima dela, sem ter que dar uma volta de 90 graus. Para escalar essa montanha eu preciso de equipamentos (postagens) e depois com muita energia começar a escala-la. Só que o mais difícil não é chegar ao topo da montanha e conseguir cravar a bandeira (sucesso) e também não é o que em espera depois dela, do outro lado (críticas) mais sim, a escalada (força de vontade). Para descer da montanha é questão de minutos, mas para escalar ela é necessário horas, dias, semanas, meses e ainda sim, é comum muitas pessoas não conseguirem chegar ao topo. Morrem no caminho (desistir).
É difícil? Sim. É exaustante? É! Mas o Identited é meu filho, e é dever dos pais não desistir do seu filho mesmo que ele criá-lo seja quase impossível. As postagens são á máquina do meu blog, mas os meus visitantes são o combustível responsável por fazer essas máquinas trabalharem.

Agradecimentos especiais: Blog "Escritor de Contos", suas dicas são o combustível que faz a minha máquina se movimentar cada vez mais rápido e melhor.

Obrigado por tudo! Adriano Sanchez.

sábado, 23 de julho de 2011

O terceiro travesseiro




Não costumo dar dicas de livros pois sou péssimo pra literatura mais alguns livros brasileiros tem chamado muito minha atenção e é importante todos saberem que no nosso país existem bons escritores que escrevem ótimos livros. O Terceiro Travesseiro de Nelson Luiz Carvalho é uma obra literária de ficção baseada em relatos reais de um garoto que sofreu o preconceito e a dor de um amor incompreendido pela sociedade que o rodeava.

Escrito de maneira realista e com linguagem popular e contundente, falando de amor, paixão e liberdade, O Terceiro Travesseiro desafia rótulos pré-estabelecidos ao testar a livre expressão sexual de seus personagens. Com uma grande carga erótica, humanizada por fatos corriqueiros do dia-a-dia, o livro contém fortes implicações sociais ao revelar os meandros da consciência de um jovem comum da classe média paulistana perante as solicitações e apelos sexuais do mundo moderno. Em pouco tempo, graças a linguagem simples e crua, o livro tornou-se um grande best-seller, publicado pela Edições GLS. Ele prova que um livro, para ser best-seller, não precisa ter milhares de páginas.

Sinopse: Dois adolescentes, Marcus e Renato, que estudam na mesma escola, jogam futebol, são muito amigos e de repente passam a compartilhar suas fantasias amorosas e a descobrir em conjunto a sua sexualidade. Mantendo-se fiéis apenas aos seus sentimentos, quando experimentam novas formas de prazer, após vencer a luta para tornar seu relacionamento aceite pelas famílias, a dupla se vê diante de um novo desafio: o aparecimento de uma garota que vai compor a terceira ponta do triângulo, tornando-se o elemento que transforma a situação, até então óbvia, em uma relação inusitada. Ao despertar a bissexualidade de ambos, surgem novos desejos que passam a ser vivenciados de maneira explícita e autêntica.